Casal: A intimidade em crise

Seu relacionamento sobrevive a um isolamento social?



E foram felizes para sempre! Será?

Quais são os desafios que o seu relacionamento amoroso enfrenta durante essa pandemia?

“É o amor da minha vida! Fomos feitos um para o outro!”

Mas bastou a convivência de 24 horas por dia para que o sonho virasse pesadelo?

As pessoas geralmente criam ilusões sobre o parceiro quando ainda estão no início do relacionamento. Idealizam uma pessoa perfeita segundo seus próprios critérios e expectativas. E nos encontros casuais o que ocorre é que queremos agradar o outro. 

Sim, mais que natural esse comportamento: desejamos encantar, mostrar a nossa melhor versão! Isso é bastante compreensível.

Mas, o que é uma estratégia de conquista (quem nunca?!) pode não ser sustentável no dia a dia do relacionamento. 

Uma tpm (tensão pré-menstrual), as roupas largadas pelo chão, enfim são coisas que podem ficar ocultas durante a fase inicial, mas que serão descobertas na convivência. Ou muito bem disfarçadas com as atividades diárias, trabalhos e rotinas estabelecidas.

Mas o que essa pandemia trouxe para alguns relacionamentos foi a possibilidade de uma revisão conjugal. Será que vale mesmo a pena continuar, manter esse relacionamento? Ainda existe amor ou foi apenas a acomodação que se instalou no relacionamento, os filhos, o patrimônio que ainda os mantém unidos?

O que rege essa relação? O que está em jogo? 

Com o passar dos anos de relacionamento é natural que a chama do amor vire brasa, mas brasa longe da fogueira apaga!

Nesses dias de pandemia fomos surpreendidos com preocupações ainda maiores sobre saúde, família, bem-estar, trabalho, finanças, qualidade de vida e tudo isso com instabilidade emocional. E quem estava ao nosso lado compartilhou todas essas preocupações. 

Além disso, o trabalho remoto, as atividades escolares, todos em casa. 

Sem trégua para ouvir música no deslocamento, sem ler um livro no transporte, sem sair de casa para uma atividade relaxante. Nada de restaurantes, academias, o futebol adiado, o café com as amigas, o churrasco também. 

O que permanece são as atividades de trabalho home office quando possível e os demais transtornos causados pela pandemia.

Filhos que exigem ainda mais atenção no acompanhamento escolar e todas as adaptações que foram necessárias nas famílias para que possam sobreviver a essa demanda de isolamento social.

É aí que começam a aparecer as cobranças de todos os lados. Tudo toma uma proporção muito maior nesse momento. A roupa suja já não está somente pendente na máquina de lavar, em alguns momentos é lavada na sala mesmo em que se discute o corte de algumas despesas, se definem as prioridades de vida e as reclamações e descontentamento aparecem de todo lado. 

A cama não é mais um território sagrado, reservado ao prazer e relaxamento. Agora se torna também um rinque de batalhas por quem tem razão, quem é o responsável e o “eu não aguento mais” explode. 

Os pedidos de divórcio aumentaram por conta de comportamentos que já existiam, mas não eram vistos, não era conversado sobre o incômodo que causavam ao outro parceiro, eram apenas varridos para debaixo do tapete.
Nessa pandemia tudo teve peso dois, peso em dobro: a falta de colaboração com as atividades domésticas somado ao excesso de trabalho em casa e tudo o que se acumulou de problemas em todas as áreas. O olhar para o parceiro e para o relacionamento agora não é mais romantizado, é realista sobre os defeitos que estão ali, vistos a olhos nus. 

Os relacionamentos estiveram sob os olhares das câmeras constantes, como é no BBB (Big Brother Brasil), vigiados 24 horas por dia. Alguns gostaram do que viram pois nem tudo é tragédia, tem muita coisa legal também, outros optaram pela separação. 

Muito prazer, eu sou seu cônjuge! 

“Cadê o amor do começo, o interesse nos meus beijos?

Sua mão no meu cabelo até arrepiar o corpo todo.

Queria essa versão sua de novo…” 

O amor é para ser vivido, cuidado, porque você não deve ter se enganado tanto assim não é mesmo? Tudo traz aprendizado, desafios a superar. Também é assim nos relacionamentos conjugais. 

Pare para acertar o passo, ajustar os ponteiros, alinhar a comunicação!
Seja transparente, diga de forma assertiva quais pontos vocês dois se incomodam, precisam de colaboração, de atenção e cuidado.
O casal é o alicerce da família e devem caminhar juntos, com objetivos individuais mas preservando os objetivos conjugais de uma vida com qualidade e prazer. Leva tempo para que tudo possa se ajustar novamente, não igual ao que era antes, nem pense nisso. O importante são as decisões que o casal vai tomar para preservar e cuidar desse relacionamento. Porque certamente não foi a pandemia a causa das divergências. Tudo já estava nessa relação.

E o final feliz? Se não for possível os ajustes no caminho, então que as decisões sejam consensuais.

Que tal agora marcar a data da Renovação de Votos?


Luci Tanaka

Psicóloga

Psicóloga, com Especialização em TCC – Terapia Cognitiva Comportamental, Pedagoga, Sócia da Empresa Luci Tanaka Treinamento e Consultoria Organizacional. Atua em atendimento clínico em psicoterapia e terapia financeira, ministra cursos e palestras na área de Empreendedorismo e outros temas para o desenvolvimento das pessoas e nas organizações. Facilitadora da Metodologia EMPRETEC, pelo Sebrae e Educadora Financeira.




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