Concentre sua energia naquilo que você tem controle

Imagine o mundo onde vivemos, e tudo que ele contempla. Agora imagine a sua vida. É sobre isto que vamos falar.



Stephen Covey, no Best Seller 7 hábitos de pessoas altamente eficazes, trata como podemos nos tornar mais produtivos focando em nosso Círculo de Influência.

Quantas vezes estamos em rodas de conversas onde as pessoas estão falando da crise, da violência, da fome, fofocas, de tantos outros pontos tão críticos, e aqui não vamos desprezá-los. O fato é que, muito nos preocupamos com tudo o que acontece ao redor do mundo, do nosso país, e pouco focamos naquilo que podemos efetivamente influenciar. Dispendemos energia. O que está sob nosso controle é muito menos do que aquilo com o que nos preocupamos.

Vamos fazer uma reflexão?

Hoje, pensando na sua vida, na s.u.a. vida, você consegue enxergar que suas preocupações, suas angústias, são muito maiores do que aquilo que está em suas mãos resolver?

O que tem influenciado o seu dia a dia?

Há alguns anos deixei de ver TV, pode ser uma atitude um pouco radical da minha parte, algumas pessoas próximas pensam assim. Não significa que sou uma alienada e não sei o que está acontecendo no mundo.

O que eu fiz, foi focar meu tempo em coisas que realmente me trazem algum benefício. Na verdade, eu vejo TV, vejo programas que são do meu interesse e me ensinam algo. Vejo um filme ou outro para descontrair.

Saí do piloto automático de acordar logo pela manhã e ligar o jornal, onde diariamente o foco é nas desgraças. Eu já saía de casa cansada, desanimada, minha energia era toda consumida.

Quando estamos no Círculo de Preocupação, somos reativos, ou seja, recebemos a carga e reagimos a ela. Enquanto que no Círculo de Influência, somos proativos, donos de nossas ações.

Então, para melhorarmos nossa produtividade, devemos ter como objetivo reduzir cada vez mais nosso círculo de preocupação e aumentar o de influência.

Vamos a um exemplo bem prático, para facilitar o entendimento sobre o assunto.

O desemprego no Brasil é algo crítico. Vejo todos os dias pessoas próximas perdendo seus empregos. Fala-se muito sobre o tema, e de certa forma, quando supervalorizamos algo, tende a parecer ainda pior. Afinal, aquilo onde colocamos foco se expande, não é?

Quanto mais se fala em desemprego, mais parece se tornar difícil uma recolocação, começamos a acreditar, nos conformar com a situação, afinal é difícil mesmo, não?
Enquanto, do outro lado, estão aqueles que não perdem tempo se justificando com base em estatísticas, que não aceitam a crise, e que focam em melhorar suas habilidades e fazer o melhor que podem todos os dias. Foco no círculo de influência.

Assuma a responsabilidade sobre os seus atos, é isto o que vai influenciar os seus resultados.

E como saber se passamos mais tempo no círculo de preocupação ou de influência?

• Seus pensamentos sobre determinado “problema” os ajudam a resolver a situação, ou os amedrontam e abalam emocionalmente? Ex: estou com um problema e passei a noite em claro, se foi resolvendo o problema, valeu a pena, se foi apenas sofrendo acerca dele, foi criado mais um problema, uma noite sem dormir;

• Quando tem um objetivo, você espera que alguém o ajude a alcançar, ou chama para si a responsabilidade e corre atrás?

Importante ressaltar que nem tudo estará 100% sob nosso controle, mas podemos influenciar, contribuir até um certo ponto. Isto é ampliar nosso círculo de influência.
Neste artigo, por exemplo, temos como objetivo, influenciar os leitores a auto avaliação e mudar o rumo, se assim julgarem adequado. Nosso círculo de influência se encerra quando publicamos e divulgamos o artigo, não podemos obrigar ninguém a ler e muito menos a refletir sobre o assunto.

Observe ao seu redor, pessoas que estão sempre estressadas, tristes. Sobre o que elas falam, o que elas assistem na TV, que livros estão lendo (será que estão lendo?). Observe pessoas otimistas, de sucesso, felizes, satisfeitas. Quais são os seus hábitos.

Não quero dizer aqui que pessoas felizes, otimistas não têm problemas. Quero dizer, que este tipo de pessoa, para cada problema, sugere uma solução, enquanto que o outro grupo, para cada problema, apresenta uma desculpa.

Devemos nos preocupar menos e nos ocupar mais!


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 39 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.




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