Conversar sobre problemas não resolve o problema

Problemas são situações que você cria para se manter perto de quem você ama, ou manter quem você ama por perto



Já parou para reparar o quanto os problemas unem as pessoas?

Problemas geram conversas longas, até mesmo uma certa “disputa” entre aqueles que estão conversando: Quem tem mais problemas? Quem já superou mais dificuldades na vida?

É incrível termos pessoas com quem contar em nossas vidas, ter aquela pessoa que nos ouve, nos aconselha, nos apoia, nos dá um norte quando estamos incapazes de encontrar uma saída.

Normalmente são pessoas que nos amam e que nós amamos.

O que vamos abordar aqui, é sobre dependência emocional.

Quero que você pare por um instante e reflita, honestamente, se em algum momento de sua vida, você se colocou em uma situação delicada ou em um problema para obter a atenção de alguém.

Eu me arrisco a dizer, sem medo de errar, que todos nós já fizemos isso, mesmo que inconscientemente. Diria até que, instintivamente.

O que um bebê faz para ter a atenção da mamãe, para ganhar colo? Ele chora, simula sofrimento. E o que acontece? Imediatamente ele é acolhido.

E assim, muitas vezes, seguimos com este tipo de atitude em nossas vidas.

Quantos adolescentes se metem em problemas, alguns muito sérios, e quando questionados, dizem que só queriam ter mais atenção dos pais.

É normal até certo ponto. O problema acontece quando “ter problemas” virou um vício, porque só assim terá por perto alguém que você ama, ou adorar resolver os problemas dos outros para que possa estar perto de quem você ama, ou se fazer necessário na vida dessa pessoa.

Doido, isso, né?

Mas é muito comum. 

Eu tenho no meu círculo de amizades uma pessoa que é a melhor de todas para apoiar e tem as melhores sugestões para ajudar a resolver os problemas. Por outro lado, tem imensa dificuldade em compartilhar momentos felizes. Talvez, nem perceba isso, mas o fato da pessoa estar feliz, bem, sem problemas, ou seja, não precisar deste apoio, a deixa triste, ela se sente sem importância.

No trabalho, que tipo de conversa gera mais interação no cafezinho? Reclamar do trabalho ou elogiar?

Minha sugestão é mudarmos nosso padrão de vibração. Naturalmente, haverá um afastamento. O contato pode diminuir mesmo. 

Mas o que fazer? Vou me afastar ou não ter tanto, por perto, uma pessoa que eu amo?

Aprenda que qualidade é melhor que quantidade. Tempo de qualidade, não diz sobre a quantidade de tempo que você passa com quem você ama, mas o quão maravilhoso é esse tempo.

Conversar sobre problemas não resolve o problema.

Tire o foco do problema e foque na solução. Falar sobre coisas positivas gera ações positivas e resultados positivos.


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 39 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.




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