Não insista em nada que te faça desistir de si mesmo

Fazer o que nos faz feliz nem sempre agrada aos que estão ao nosso redor



Gosto sempre de deixar tudo bem às claras, então, vale ressaltar que, fazer o que nos faz feliz, não é ser egoísta ou egocêntrico. O assunto aqui é outro.

Há momentos em nossas vidas que nos deixamos de lado, seja para cabermos na vida de alguém, num trabalho, num círculo social, enfim. Não sou hipócrita, em dizer e acreditar que nunca estaremos em algum lugar, situação, ou com pessoas que não são compatíveis aos meus valores, muitas vezes, isto se faz necessário. Principalmente em nossas vidas profissionais, onde nem sempre, podemos escolher as pessoas com as quais vamos nos relacionar.

A questão aqui é quando precisamos nos anular, para nos mantermos ali. Isso machuca.

O ser humano tem necessidade de aceitação, e para tanto, chega a se desvincular de sua essência para se encaixar neste “mundo” que parece ideal. 

Pessoas se submetem a uma vida infeliz por pequenos momentos de alegria, ou para parecerem felizes perante outros, ou por pura dependência emocional mesmo, mas quando olham para dentro de si, encontram um vazio, com o qual não fazem a menor ideia de como lidar. Um buraco tão grande, que não sabem como foi que chegou à tamanha profundidade.

Consequência das pequenas desistências diárias de si. O famoso “deixa pra lá”.

Recentemente vi um filminho, aquelas comédias românticas, que eu adoro, onde uma mulher fingia ser super tranquila, bem resolvida, equilibrada, para conseguir agradar e conquistar um “possível namorado” que acabara de conhecer. A grande verdade é que ela estava desesperada para arrumar um namorado, casar, ter filhos, uma vida esta “estável”.

Vou contar mais um pouquinho, só para fazer sentido…

Fato é que após a primeira noite intima dos dois, ele sumiu, não ligou, não mandou mensagens, e ela desesperada, após 5 dias de martírio, mandou um e-mail a ele falando todas as suas verdades, expondo exatamente a pessoa descontrolada, frustrada que é. Até que o cara liga e diz que teve um acidente, estava hospitalizado e por isso ficou incomunicável. E todo o enredo do filme gira em torno dela tentar impedir que ele leia este e-mail. Até que por fim ela o deixa ler, ele vê quem de fato ela é e “ cai fora”.

Ao longo do filme, essa mulher faz tantas besteiras, passa tanta humilhação. Tudo por causa do medo da rejeição. Muitos de nós carregamos este medo, é natural, temos medo de como as pessoas reagiriam se fossemos exatamente “nossa versão original”.

E por medo, a cada dia, sufocamos nossos valores, nos matamos aos pouquinhos.

Nos relacionamentos, quando aquela pessoa que está ao seu lado, faz com que você seja outra pessoa, tentar mudar seu jeito de ser, quebra sua espontaneidade. As críticas são frequentes, seja por uma simples roupa, ou que você não exponha sua opinião numa conversa. É um sinal de que não há respeito, há quem diga que até possa existir amor neste tipo de relação, eu particularmente tenho as minhas dúvidas, e não pago pra ver, mas vamos considerar que haja este amor estranho, ele existe desde que você  “se comporte”.

Muito têm se falado de relações abusivas, e normalmente elas começam assim, com pequenas atitudes, repetidas. 

O mesmo vale para nós, que também podemos ser os abusadores. Quem nunca conheceu alguém com quem iniciou um relacionamento já pensando naquelas coisinhas que a pessoa precisa mudar?

O recado aqui é: Nunca desista dos seus sonhos, mesmo que você divida a sua vida com alguém, tenha planos em comum sim, mas mantenha os seus planos e os seus sonhos ativos, e incentive seu parceiro a fazer o mesmo. Seja um apoiador, e tenha um apoiador ao seu lado.

Aprenda a dizer não para o que te fere, não tenha medo de recomeçar, se for necessário. Não tenha medo de afastar de você aquilo que, na verdade nunca foi seu, seja uma pessoa, um estilo de vida. Tenha a verdade como seu guia. Seja feliz.

“Dizer um não para fora, é dizer um enorme sim para dentro.”


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 39 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.




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