Quando é chegada a hora de partir

Em alguns momentos da nossa vida, o melhor ato de coragem é dizer adeus e seguir. Você consegue identificar esses momentos?



De todos os medos do ser humano, um dos mais complexos, é o da solidão. Todos nós, sem exceção, em algum momento da vida sentimos esse medo.

E por isso dizer adeus se torna algo tão difícil. Há quem defenda a raiz de tal comportamento no fato de sermos da classe dos mamíferos, cujos filhotes são um dos mais frágeis. Precisamos de alguém para nos alimentar, para nos cuidar nos primeiros meses de vida de forma geral, quase que em tempo integral por questões de sobrevivência, gerando assim, total dependência. Dependência essa que em muitos casos, levamos para a vida adulta, nos apegando a relacionamentos destrutivos e infelizes.

O que significa de fato o adeus?

A palavra adeus, carrega a capa do “nunca mais… (ver, falar, escutar) ”, que tanto nos assusta. Na verdade, ela é o encurtamento da frase “A Deus vos recomendo”, usada por padres, em uma época que era comum chama-los para “encomendar a alma” de quem estivesse morrendo, para que a pessoa pudesse “partir em paz”. Com o passar do tempo, a frase foi encurtada, passando a ser usada para despedidas de quem não se veria tão cedo, ou com pretensão de “nunca mais”.

Porque é tão importante identificar o momento e saber dar adeus?

Salvas exceções, precisamos dizer adeus porque nosso amor próprio e senso de preservação, deve ser maior que tudo. Simples assim! E a hora que alguém ou alguma situação nos tira a paz, é chegado o momento de partir ou deixar ir. Fácil? Claro que não! Muitas questões se vivem em cenários variados, desde simples insatisfações a abusos psicológicos com agressões físicas, mas chamo a atenção para o que oportunizamos que nos aconteça.

Gostemos ou não…

Existe uma regra chamada “Princípio 90 / 10” criada por Stephen Covey, autor do livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente eficazes” que fala de observação, de foco, de decisão e ação, onde 10% do que acontece independe da nossa vontade e 90% é o que fazemos com esses 10%.

Exemplo: 10% é eu perder o ônibus para o trabalho, 90% é o que eu faço com esse atraso e que decisões e ações eu tomo para não acontecer novamente.

Auto responsabilidade em relacionamentos soa até cruel, mas é a realidade. Por mais que se justifique medo de solidão, alguma ilusão de dependência financeira / afetiva, filhos ou qualquer outro motivo para seguir em algo ruim, não precisa ser assim, de forma sofrida e anulada. Dificuldades vão existir independentemente da situação, do gênero ou da classe social, e o medo do desconhecido pode ser aliado ao invés do vilão. Não somos impotentes ou dependentes, a menos que nos permitimos ser. Não somos mais filhotes que ainda requer cuidados e atenção em tempo geral. Somos fortes! Somos adaptáveis e principalmente, nunca estaremos de fato sozinhos.

Com a regra citada não se exclui a dor, o sofrimento, os medos, angustias, contas, etc., mas nos dá a consciência de um superpoder; o da decisão! Não aquela decisão de fazer dieta depois de festas de final de ano, me refiro àquela decisão que aquece o peito e faz brilhar os olhos, trazendo uma força inexplicável para agir. Decidir viver a totalidade da vida requer coragem e muito amor próprio. Não se permita migalhas e lágrimas quando pode mais. Sobreviver pode ser mais fácil, mas não é esse o motivo de estarmos aqui. Vamos viver e para isso, aprender a dizer adeus…

Com amor e respeito,
Val Machado


Val Machado

Coach Integral Sistêmico

Valeria Machado, Mãe, Filósofa, Pesquisadora do Universo Feminino, Coach Integral Sistemico e Palestrante Motivacional. Fone: (42) 9 98802-2407  




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