Série Mulher Sistêmica: 1- Ser feliz exige culpa

Não permita que a infelicidade cale a sua voz e a sua autenticidade



Duvido que você nunca tenha se sentido culpado! Será que você sempre foi aquela pessoa certinha, que nunca fez nada errado ou nunca deixou de fazer o que esperavam de você? Imagine coisas simples como, dizer algo na hora errada, deixar as coisas fora do lugar depois de sua mãe brigar tantas vezes, comer uma barra de chocolate em plena dieta, deixar de estudar para se divertir e acabar tirando notas ruins, contar uma mentira para aliviar sua barra e depois acabar sendo desmascarado… 

Eu sei. Somos humanos e todo mundo já experimentou o sentimento de culpa em algum momento na vida, de diferentes formas, desde coisas simples até processos profundos como o luto ou uma dor emocional que está intimamente relacionada ao remorso, quando uma pessoa acredita, ou percebe que comprometeu seus próprios padrões de conduta, ou violou os padrões morais universais, e tem responsabilidade significativa por isso.

No dicionário, culpa é “a responsabilidade por dano, mal, desastre causado a outra pessoa”. Ocorre com um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outra.

 

Nasce uma criança, nasce uma mãe, nasce uma culpa!

A culpa tem origem na infância e é desenvolvida a partir das relações que estabelecemos com nossos pais, aqueles cuja responsabilidade era nos proteger e nos ensinar o caminho, amando-nos incondicionalmente. 

Um pai e uma mãe podem ser duas pessoas unidas e, por serem dois, podem ter idéias, visões e desejos diferentes. Mas, imagine você como uma criança, pequena, indefesa, ingênua. Se você era a melhor parte dos dois juntos, e você vê, ouve ou sente essas partes brigando entre si do lado de fora, dentro de você também vão sendo formadas divisões na alma, que se não forem cuidadas, tornam-se pavorosos conflitos emocionais. “A quem eu obedeço? Ao meu pai ou à minha mãe?”, “a quem devo lealdade? Ao meu pai ou à minha mãe?”; “com quem eu falo sobre isso que aconteceu comigo? Com meu pai ou minha mãe?”, ou pensa: “melhor não falar com ninguém porque ninguém me escuta mesmo. Estão sempre tão ocupados com os seus próprios problemas que os meus não tem importância”. “Preciso ser forte para resolver o que eles não conseguem ou, pelo menos, não incomodar ou dar mais trabalho para eles”. Ou então, “se eu ficar doente, eles param de brigar e me enxergam, se aproximam mais de mim”; “se eu me fizer de bobo e fraco, eles não vão me dar um peso maior do que eu posso carregar e assim, não sofro tanto e ainda recebo ajuda”. Daí cria-se padrões de dependência emocional: a criança boazinha, o rebelde, o herói, a doente, a vítima, o irresponsável. Qual delas é você?

Um casal, por suas divergências, pode até se separar. Mas, um filho é indivisível. Cada um de nós temos trilhões de células, cada uma com 50% do DNA de um homem e 50% do DNA de uma mulher. Desses 50%, há 25% do DNA de uma avó e de um avô; 12% de um bisavô e de uma bisavó…. E assim consecutivamente. Isso significa que nossos ancestrais permanecem vivos dentro de nós, onde suas experiências, emoções e aprendizados ficam impressos em nossa genética e fenômenos sistêmicos e epigenéticos (que superam a genética). De uma forma ou de outra, mesmo aos trancos e barrancos, de alguma forma a vida chegou até nós e esse é o maior bem que poderíamos desejar deles, independente das circunstâncias. Por isso, dentro de nós há várias partes que podem colaborar ou brigar entre si. Esse assunto é looongo e posso até trazer mais reflexões num outro momento. Nesse atual vamos nos ater à culpa.

Eu falei sobre a responsabilidade dos pais ensinarem o caminho aos filhos, mas muitas vezes por eles não estarem presentes, outros assumem esse lugar como irmãos, avós, babás, familiares. Com o avançar natural do desenvolvimento infantil, professores e amigos são inseridos na vida da criança. Enquanto somos crianças, e totalmente dependentes de adultos, vivemos a necessidade de cumprir com as expectativas deles. E o modo como cometemos os erros na infância (por vezes, naturais para a idade) é vivenciado e vai influenciar nossa personalidade, e o modo como lidaremos com a culpa.

Quando nossos cuidadores aceitam nossos erros, reconhecendo-os como próprios da idade, e estimulando a correção com amparo emocional, esse erro tende a ser aceito e promover a superação e mudança de padrão. Do contrário, se for vivenciado de modo traumático, desrespeitoso, agressivo e repetitivo, pode nos levar a acreditar que nós é que somos errados, e gerar sentimentos negativos de fracasso. Dessa forma, provavelmente vamos lidar com a culpa de modo inadequado, que será incorporado ao nosso sistema de crenças disfuncionais e limitantes. A culpa fere a identidade da criança e rouba dela a sua autenticidade, gerando o sentimento de inadequação, não merecimento de coisas boas e até autopunição e doenças. 

 

A culpa é das mulheres

As mulheres tendem a se sentir mais culpadas do que os homens e, isso é fácil de entender, levando em consideração o processo social no qual ainda cabe mais às mulheres a educação em casa e orientação dos filhos, além de cada vez mais as mulheres estarem inseridas e convocadas a assumir novos papéis profissionais para a manutenção das despesas familiares. Quantas mães se sentem culpadas ao se darem conta de que os filhos estão crescendo e não conseguem acompanhar este momento por conta de afazeres que precisam assumir?

Outro aspecto que denuncia o perfil feminino no sentimento de culpa se reflete nos inúmeros casos clínicos de mulheres que sofreram abuso sexual e ainda acreditam que foram as culpadas e merecedoras de tal situação. Sem contar os outros tipos de abuso sofridos por elas, quando vão buscar ajuda e, em lugar disso, são desrespeitadas e não acolhidas. 

Em todos os casos de abuso, sobretudo no abuso sexual, do velado ao mais repudiante, a culpa pode ferir a razão de existir da pessoa, uma vez que o corpo humano foi criado com áreas de prazer, e uma criança que vê, ouve ou percebe o sexo antes do tempo, tem uma estimulação erógena prazerosa, mas percebe que aquilo é errado e se culpa por esse reflexo natural do corpo, ativado antes do tempo, da forma errada e pela pessoa que ela não escolheu conscientemente. 

Em vários casos que atendo, costumo perceber claramente o padrão de clientes que sentem-se culpados por receberem algo bom, seja um elogio, um aumento, uma recompensa ou por desejarem uma vida melhor. Associam prazer à culpa pelas histórias de vida vivenciadas na sua infância.

 

Responsabilidade demais traz culpa

Muitos adultos tiveram sua infância roubada pelo peso da responsabilidade antes do tempo. Na tentativa de suprir os vazios dos pais que possuem atitudes imaturas, os quais não se responsabilizam por si mesmos e nem pelas necessidades dos filhos, e não lhes dão o ensino pelo exemplo, o amor incondicional e o pertencimento que precisam para serem autênticos, muitas crianças se tornam pais dos pais; pais dos irmãos; homem ou a mulher da casa. Os papéis e funções familiares ficam confusos e desordenados e assim, as partes internas dessa criança também entram em conflito, pois se perderam do caminho do que é o funcional.

Uma família onde pai é pai, mãe é mãe, irmão é irmão, filho é filho, avô é avô, mãe tem mais energia feminina, pai tem mais energia masculina, amigo é amigo, tendem a ser uma família mais funcional e as partes dentro das crianças tendem a ser mais alinhadas e cooperarem mais entre si. 

Mas, famílias onde a mãe é o pai; a irmã é a mãe; a mãe é irmã porque mora com os avós (pais dela) que mandam na casa; o filho se torna pai ou o melhor amigo dos pais que se fecham para seus ciclos sociais e não cultivam amizades; o avô é o homem da casa porque o pai não se responsabiliza pelo seu papel… e assim por diante, tornam-se famílias emocionalmente disfuncionais, que acarreta ainda mais em divisões da alma dessa criança pela falta de clareza de papéis e pelo peso da responsabilidade em assumir papéis que não são dela, além do estresse gerado pelo medo de expressar sua dor, suas necessidades e frustrações, que não seriam aceitas naquela estrutura de família. 

A responsabilidade precoce para uma criança traz uma emoção negativa, atribuída ao medo da punição. Já na vida adulta, a responsabilidade promove emoções positivas, pois reforça a autonomia, a capacidade e o merecimento como uma justa compensação pelo esforço aplicado a uma função. Por isso, o processo de responsabilização do indivíduo requer discernimento do que é sua responsabilidade ou não, o que pode e o que não pode ser feito, conforme a autonomia necessária para cada fase da vida, e uma maior aceitação das próprias limitações, respeitando o desenvolvimento individual e temporal da idade. 

É preocupante quando, seja por insegurança, medo de errar, de se sentir vulnerável ou de desagradar e ser rejeitado, não conseguimos assumir a responsabilidade por nossos atos e projetamos a culpa nos outros ou na situação, encontrando assim a boa justificativa para continuar atuando do mesmo modo. Quase sempre se trata de pessoas que projetam nos outros a sua insegurança e, ainda que não demonstrem, uma profunda baixa autoestima.

Crianças que foram muito responsabilizadas na infância, podem se tornar adultos que não se responsabilizam e tendem a precisar sempre provar sua inocência, atraindo para si todo tipo de problemas financeiros, amorosos, doenças, acidentes. Atribuem aos outros, aos chefes, governo, órgãos de caridade, igrejas, a responsabilidade pela sua vida, alimentando pena. Energeticamente tornam-se um imã de coisas ruins, para provarem que “tudo pra mim dá errado”, “tudo pra mim é difícil”, “viu como sou inocente?”. 

Por outro lado, por sentirem-se fortes demais, podem adaptar-se a carregarem peso a vida toda, tornando-se guerreiras e invulneráveis, e crescem como aquela pessoa que vive carregando 12 pessoas nas costas, 20 sacolas nas mãos e precisam estar preparadas para enfrentarem qualquer ninja que aparecer no caminho. A consequência disso é exaustão, cansaço, cada vez mais mulheres que assumem papéis masculinos nos relacionamentos e, se não cedem à sua feminilidade, ao descanso e equilíbrio nas áreas da vida, surgem doenças que as obrigam a descansar sem se sentirem culpadas ou julgadas por não querer mais viver no campo de batalha. 

 

Pais desnecessários

Se a responsabilidade pode ser um peso para uma criança, a superproteção também pode se tornar um cárcere emocional. 

A vida tem suas leis e essas leis são as leis sistêmicas, leis da natureza. E uma dessas leis é que bons pais são desnecessários. 

À medida que uma criança cresce, algumas necessidades vão sendo deixadas para trás. Ex: quando a criança nasce, o útero torna-se desnecessário; quando ela começa a andar, progressivamente o colo torna-se desnecessário porque suas pernas já estão firmes; logo a amamentação também torna-se desnecessária porque outros alimentos cumpriram esse papel. Se uma criança permanecer no útero mais do que o tempo necessário, ela e a mãe sofrem e podem até morrer. Você conseguiria imaginar uma criança de 10 anos que sempre viveu no colo? Impossível, né?

Dessa forma, a autonomia da criança deve ser respeitada e incentivada, para que a sua autenticidade seja preservada. Pais que não se tornam desnecessários aprisionam os filhos na incapacidade e insegurança, impedindo-os de exercitarem sua autonomia, limitando sua ousadia e aprendizado, alimentando a dependência emocional e financeira. Por isso vemos tantos filhos adultos morando na casa dos pais, que não se responsabilizam pelo próprio sustento, não constituem suas próprias famílias ou, quando as constituem, continuam morando perto ou dependendo de ajuda deles. 

 

Não importa o que aconteceu com você!

Ninguém nasce com sentimento de culpa. Ele é construído socialmente, e surge da relação com outras pessoas e seres vivos, e está ligado ao desejo de ser perfeito. Acorde! Ninguém é perfeito e você também não precisa ser. O homem mais perfeito da história foi morto com a pior morte possível e ainda assim não foi aceito. Desejar ser perfeito é uma atitude soberba e egóica.

No processo educacional a culpa é usada com finalidade manipulativa e tem reflexos em todos os âmbitos da vida. Muitos pais medem o valor dos filhos pelas suas notas, atribuindo a eles sucesso ou fracasso como adjetivo de identidade. E, mesmo com o esforço do filho, quando tiram boas notas ouvem: “não fez mais do que a sua obrigação”. Essas crianças crescem achando que precisam ser perfeitos, mas mesmo fazendo o melhor, nunca serão merecedoras da aceitação que desejam. Mas você não é uma nota de prova e você não pode ser medido hoje pelos seus atos de ontem. 

O fracasso não é uma pessoa, é um evento. Mas, o problema da culpa não é o que aconteceu, nem como nos sentimos frente ao que aconteceu. O que realmente está por trás da culpa, da autopunição, dos problemas financeiros, emocionais, de relacionamentos e de saúde que enfrentamos na vida adulta é o “como nos sentimos quando nossos pais reagiram conosco frente ao que aconteceu”. O desamparo emocional não acolhido pelos pais gera na criança desconexão dela com ela mesma. Uma criança só sabe amar e nunca deixará de amar os pais, mas irá culpar a si mesma, deixando de amar-se se sentir-se merecedora de suas próprias conquistas e autonomia. 

Imagina que uma criança está aprendendo a andar e cai, machuca o joelho. Ela vai chorar! Mas, ela não desiste de aprender a andar porque se machucou. Ela chora e busca o amparo dos pais. Ao cair de novo e perceber que os pais a mandaram calar a boca porque ela não deveria chorar, ela pode, entre várias hipóteses, aprender que precisa desconectar-se de sua emoção para não desagradar os pais. Aprende que não pode incomodar, que precisa ser forte e aprender sozinha. Dessa forma, para se manter pertencente, amada e aceita pelos pais, ela se desconecta de si mesma e vai aos poucos apagando seu brilho, sua essência, sua ousadia, sua autenticidade. Perde a alegria e o prazer pelas coisas simples da vida ao precisar se adaptar aos ambientes e  expectativas das pessoas.  

Crianças não ganham dinheiro e nem tem relacionamento sexual. Elas são inocentes porque a responsabilidade pela provisão e amparo emocional delas vem dos pais. Adultos fazem escolhas e assumem a responsabilidade pelo seu próprio sustento e relacionamentos. E hoje, como adulto, você é o responsável para resgatar sua autenticidade, segurança e confiança, com as quais poderá ser livre para seguir seu próprio caminho, mesmo que numa jornada diferente dos seus pais. 

 

A coragem de ser você

A falta de coragem de sermos nós mesmos aponta para a profunda desconexão que enfrentamos internamente, gerando uma luta interna contra aquela criança livre e pura que ainda habita em nós. Nossa criança deseja ser livre, autêntica, expor sua ousadia e criatividade; mas nosso adulto “adaptado” teme essa liberdade por receio de não ser amado e não pertencer mais aos ambientes ao qual foi moldado por tantos anos, jogando para a sombra tudo o que era passível de julgamento e não aceitação do meio. 

O  verdadeiro pertencimento é aquele que vem de dentro pra fora. É desafiando-nos diariamente que permitimos à nossa criança praticar seus dons e talentos, desafiando tudo o que acreditávamos sobre nós  e os outros antes desse encontro com essa pessoa mais importante do mundo, a criança livre e autêntica que ainda somos.

Para encontrarmos o verdadeiro pertencimento, o da autoaceitação, é preciso encarar a nossa natureza selvagem, um lugar bravio e imprevisível, muitas vezes solitário e de busca contínua. Atravessar a nossa natureza selvagem é, encarar o período de dúvida, insegurança e desconforto que vem imediatamente após desafiarmos conceitos pré-estabelecidos ou nos arriscarmos fora da nossa zona de conforto. Isso é ser autêntico e, um profundo processo de autoconhecimento, com aquisição da inteligência emocional e foco temporal é preciso para que essa autenticidade volte a fluir de forma leve e natural.

Sabemos que nos perdemos de nós mesmos quando falta inteligência foco temporal, e alimentamos ansiedade pelo excesso de futuro, estresse pelo excesso de presente sem clareza de ações e depressão pelo excesso de passado. 

Somente através do autoconhecimento, da inteligência foco temporal, da própria vivência dessas novas descobertas, e autoexpressão da nossa criança livre, criativa e inovadora que adquirimos a clareza e a coragem necessária para encontrar o caminho de volta para nós mesmos e para o outro. E isso acontece com a  experimentação de novas possibilidades. Foram anos moldando-nos ao meio; e é natural desejarmos nos desfazer dessa construção de forma imediatista, mas não é assim que acontece. Levamos um outro tempo para encontrarmos o caminho de volta.  Podemos odiar o processo, mas a transformação é inevitável para aqueles que persistem na jornada.

 

Escolha sua culpa!

Enquanto a criança precisa provar sua inocência por não gostar de se sentir culpada, o adulto escolhe sua culpa. Ele sabe que ao escolher uma coisa, ele deixa de escolher as outras. 

Quando você escolhe casar com um homem, está abrindo mão de todos os outros. Ao escolher ir pelo lado esquerdo, terá a culpa de não ter escolhido o lado direto. Se você escolhe ter filhos e trabalhar, escolhe a culpa de não estar tão presente como poderia se não trabalhasse; se escolhe cuidar integralmente dos filhos, escolhe não trabalhar na mesma intensidade que alguém sem filhos; se escolhe nem ter filhos para não  ter esse dilema, escolhe que o amor que recebeu dos seus antepassados vai morrer quando você não estiver mais aqui, extinguindo sua espécie. E assim por diante, para todas as decisões da vida. 

No mundo infantil,  uma criança não sabe racionalizar, avaliar e criar alternativas. Ela só escuta o SIM ou o NÃO. No mundo adulto, existe a escolha com sabedoria e experiências vividas por si ou pelos outros. Enquanto pra criança as opções são o preto ou o branco, para o adulto, há 50 tons de cinza.

As escolhas do mundo adulto envolvem culpa. Mas essa culpa pode ser leve quando você tem inteligência foco temporal, pois, conseguirá viver o presente com a paz que excede o entendimento, sem esperar um mar sem tempestade, mas sabendo o que fazer no mar, mesmo revolto. Poderá olhar pro futuro com uma visão clara, positiva e de fé nas coisas que espera, na certeza de que é capaz e merecedor de conquistar. E olhar para o passado com esperança, transformando a dependência emocional, a inadequação e as dores do passado em uma biblioteca para consulta, e não mais no travesseiro que aprisiona sua mente e te faz não ter desejo de levantar da cama no dia seguinte. 

 

A felicidade traz culpa!

“Nada é mais difícil a ser suportado do que a felicidade! O caminho da falta de felicidade é largo, cheio de companheiros e conhecidos, onde às vezes para não chorarmos, até damos boas risadas. É o mais fácil e natural a ser seguido porque a infelicidade nos conecta com as pessoas de nossa família que foram ou são infelizes” (Flávia Vascon). A infelicidade nos mantém moldados às expectativas e desejos alheios, e assim, nossas armaduras continuam brilhantes por fora, escondendo a dor oculta por dentro.

Ser feliz traz culpa! Então, inconscientemente, sacrificamos a felicidade para nos sentirmos iguais aos outros, os colocando no lugar da pessoa mais importante do mundo. 

Lembra daquela criança feliz que você já foi? Ela ainda mora dentro de você. Pior do que a rejeição, é a autorejeição. Pior do que a dor de ter sido abandonado, é o autoabandono. Pior do que se sentir manipulado, é não saber negociar consigo mesmo sobre os seus próprios interesses e necessidades. Pior do que a humilhação, é a autocondenação. Pior do que a traição, é você trair a si mesmo, não realizando seus sonhos e se acomodando ao cárcere emocional no qual permitiu ser inserido.

Te desafio a ter a coragem de ser você,  exercitar a autocompreensão e autoaceitação, um dia de cada vez, sendo gentil consigo mesmo, criando assim novos caminhos neurais de amor, gratidão e autenticidade. Essas pequenas conquistas internas se tornarão imãs dos bons amigos antigos e de novos parceiros no caminho que te aceitam por você ser quem você é, desejam e merecem ouvir a mensagem que vem de você. 

Você é um mensageiro! Não permita que a infelicidade cale a sua voz e a sua autenticidade. 

Se ser feliz traz culpa, então podemos escolher sermos culpados, não é?

Se deseja aprender a lidar com a culpa, pode me seguir no Instagram @wendybuenooficial, assistir minhas lives do IGTV e me enviar uma mensagem lá no direct. Como esse espaço tem limite de palavras, ficarei feliz em contribuir mais com você lá. 

Minha criança saúda a sua para fazermos da nossa vida a melhor infância que elas poderiam ter.

Com carinho

Wendy Bueno


Wendy Bueno

Master Coach Integral Sistêmico

Treinadora com mais de 1200h de treinamentos de desenvolvimento pessoal e empresarial, com mais de 6000 pessoas impactadas por seus treinamentos. Master Coaching Integral Sistêmico – Golden Belt FEBRACIS. Practitioner em PNL Avançada; Analista de Perfil Comportamental CIS ASSESSMENT; Analista Corporal e Comportamental por O Corpo Explica. Master in Business Administration (MBA), especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mestrado em Ciências da Saúde pela Fiocruz. Bacharel em Enfermagem, especialista em Terapia Intensiva/ UERJ. Realizou mentorias nacionais e internacionais com grandes nomes do mercado. De concursada federal, executiva na gestão pública, à mentora de empreendedores que buscam gerar valor através de seus dons e talentos.




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