Você nunca vai mudar o que você tolera

Não queira ser aceito ou tolerado, busque ser respeitado



Como sempre, meu amigo e parceiro de trabalho Mario Meireles e seus insights que provocam minha reflexão, me inspiraram a vir aqui escrever.

Um dia desses, li a frase que intitula este artigo em um post do Mario no Instagram, justamente no momento em que estava “dando um basta” em uma situação desgastante que vinha carregando em casa.

Ao ler a frase, pensei: “Caraca, é isso mesmo! Enquanto eu continuar tolerando isso, tudo vai se repetir dia após dia.”

Nesse meu caso, coloquei no papel de fato todas as situações que todos os dias vinha precisando tratar dentro de casa e que me causavam pequenos e repetidos estresses ao longo dos meus dias, e desgastando minha relação familiar. 

Elaborei um plano, meio que instintivamente, mas que acredito na eficácia.

O plano:

  1. Identifiquei o que incomoda, como e quando acontece, qual a frequência (afinal, contra fatos não há argumentos); Foco no problema
  2. Pensei o que pode ser feito para melhorar e anotei as ações necessárias ( a proposta); Foco na solução
  3. Chamei a pessoa envolvida para conversar e apresentei tanto o problema quanto a proposta para a solução; Posicionar-se
  4. Ouvi a parte envolvida; Escuta empática
  5. Ponderamos alguns pontos; Negociação
  6. Definimos as “penalidades”;
  7. Fechamos o acordo

Estamos em fase de teste…

Já passei o caminho das pedras, agora vou propor uma reflexão:

Seja lá o que você esteja tolerando em sua vida, no meu entendimento, os dois primeiros passos são obrigatórios para iniciar o movimento de mudança. Os demais, acredito que possam mudar, se adaptar a cada situação.

Evitar o conflito ou evitar sair da famosa zona de conforto, só vai te causar desgaste e no melhor cenário, te manter estagnado.

Quem lê meus artigos, sabe que sempre falo da Roda da Vida, e gosto de dar uma volta por ela quando estamos falando de assuntos delicados como este. Isso ajuda a avaliar cada ponto com maior clareza.

Mas pode ser que você nunca tenha lido um artigo meu, e que também nunca tenha ouvido falar nessa tal Roda da Vida. Ela é simbolizada por um círculo dividido em 12 partes iguais, as quais representam cada área de nossas vidas.

O objetivo é mantê-la em equilíbrio e com o maior raio possível (que representa o nível de satisfação) para que além de gerar maior fluidez ao girar, seja capaz de alcançar grandes conquistas, com menos “sofrimento”.

As 12 áreas da Roda da Vida são: Saúde e Disposição, Equilíbrio Emocional, Desenvolvimento Intelectual, Recursos Financeiros, Realização e Propósito, Contribuição Social, Relacionamento Amoroso, Relacionamento Familiar, Amizades, Hobbies e Diversão, Felicidade e Espiritualidade.

Vamos à reflexão:

  1. O que você tem tolerado em relação à sua saúde e disposição? Se sente bem, ou está cada dia mais difícil levantar da cama e fazer o dia acontecer?
  2. O que você tem tolerado que provoca diariamente o seu desequilíbrio emocional?
  3. Você tem tolerado se manter estagnado, sem aprender algo novo, ou você busca sempre por seu desenvolvimento intelectual?
  4. Sobre sua vida financeira. Está saudável e próspera ou é um problema constante?
  5. Sobre seu trabalho, ele te faz brilhar os olhos ou é apenas uma forma de gerar renda e é insuportável fazer o que faz?
  6. Seu trabalho te traz um senso de contribuição social, ou o que você faz não tem sentido algum?
  7. O que você tem tolerado no seu relacionamento amoroso? Ou você tem tolerado viver sem um relacionamento amoroso?
  8. O que você tolera de sua família?
  9. E seus amigos, as pessoas com as quais você se relaciona, quem você tem aturado?
  10. Sobre seus hobbies e diversão, quanto você tem tolerado deixá-los de lado?
  11. Sua felicidade. Você já desistiu dela?
  12. E a espiritualidade, você faz o que tem sentido ou segue a manada, ou não faz nada?

Desejo sucesso nesta empreitada, sugiro que analise a situação (perdas e ganhos), crie um plano de ação, negocie o que for negociável, faça acordos com quem estiver disposto a fazê-los e cumpri-los e caia fora, se for necessário.


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 39 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.




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