Reposição hormonal e modulação hormonal, você sabe a diferença?

A reposição hormonal é feita quando há deficiência de algum hormônio, com seus níveis no sangue abaixo do valor considerado normal para a população.



Existem diversas condições onde há a necessidade de uma reposição hormonal, entre ela a menopausa, quando ocorre a queda abrupta dos hormônios femininos levando à sintomas desconfortáveis, risco de osteoporose, aumento do risco cardiovascular, entre outros. No caso dos homens, também pode ocorrer uma redução hormonal com a idade, mais gradativa, mas que muitas vezes também atinge níveis de deficiência levando a sintomas e riscos, sendo necessário a reposição do hormônio, no caso testosterona.

Outra doença muito comum é o hipotireoidismo, onde ocorre uma inflamação crônica auto-imune da glândula tireóide e ela passa a produzir quantidades insuficientes de hormônios tireoidianos. Nesse caso o tratamento também é realizado com a reposição do hormônio. 

A insuficiência adrenal é uma condição mais rara e mais grave. Pode ocorrer a deficiência completa ou parcial e também pode ser causada pelo uso excessivo de corticoide, que inibe a produção natural de cortisol, que é vital para o funcionamento do nosso organismo e quando é retirado o medicamento, falta o hormônio no corpo, sendo necessário reposição contínua definitiva. 

A insuficiência hipofisária que também é mais rara, ocorre devido à alguma doença da hipófise ou mesmo uma alteração genética, e seu tratamento se faz com a reposição do hormônio de acordo com o eixo que foi comprometido. 

Esses são alguns exemplos de doenças e condições onde é indicado o tratamento. Porém existem contra-indicações e restrições ao uso de hormônios. Sempre que os benefícios da reposição hormonal forem maiores do que os possíveis prejuízos, ela está indicada. Inúmeros estudos científicos são realizados para comprovar segurança e eficácia da reposição hormonal em cada caso, para não ter dúvida de que estamos fazendo o melhor e não prejudicando. 

Por outro lado, o termo “modulação hormonal” foi criado nos últimos tempos e não é um termo reconhecido na medicina tradicional baseada em evidências nem se trata de um tratamento padronizado. O significado de modulação é regular o nível de algo para mais ou para menos, e a ideia da modulação hormonal é justamente repor hormônios para elevar seus níveis, mesmo sem que haja uma deficiência ou uma doença, simplesmente para melhorar os valores sanguíneos. 

Essa prática não é reconhecido pela comunidade científica por não existir estudos que comprovem que há benefícios e segurança em fazer uso de hormônios sem que haja uma necessidade real. Isso pode ser perigoso, o uso de hormônios pode levar a diversos efeitos colaterais por isso é preciso pesar risco e benefício. 

Além disso, quando se repõe um hormônio, como nosso corpo possui mecanismos de feedback, ocorre a redução da nossa produção natural desse hormônio. O corpo entende que não precisa mais produzir e secretar levando à uma inibição daquele eixo. Ao parar a reposição pode demorar um tempo até o corpo retomar essa produção ou mesmo, dependendo do tempo de uso e dose, pode não voltar a produzir mais definitivamente.

Procure seu médico para maiores informações, respeite seu corpo, sua natureza, priorize sua saúde e viva bem.


Dra. Andrea R. C. Moreira

Endocrinologista

- Médica - Endocrinologista pelo Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo - Complementação em Endocrinologia no Hospital das Clínicas da USP - Título de Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Residência de Clínica Médica no IAMSPE - Pós Graduação em Nutrologia - ABRAN Página Facebook: Dra. Andrea Moreira Consultório no Campo Belo Medical Center Av. Vereador José Diniz 3457 Conjunto 1411 São Paulo Contato: 1155311712 / 11995077071




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