A empatia como estratégia de negócio

Como grandes empresas utilizam esta qualidade como ferramenta de gestão



Os líderes trabalham diariamente com opiniões, personalidades e emoções diferentes. Portanto, a capacidade de empatia é fundamental para compreender as outras pessoas, e com isso gerenciar os conflitos, obter maior entendimento das situações, orientar e motivar o time da melhor forma possível. Apesar da importância para os líderes, segundo pesquisas esta competência não é encontrada em muitos gestores no mundo corporativo. Além do mais, a empatia pode desempenhar um papel ainda mais relevante em uma empresa, não apenas na liderança, mas também como estratégia de negócio.

GESTÃO NO CENÁRIO ATUAL

Diante da atual economia globalizada, compreender melhor os clientes e identificar as necessidades das pessoas, são habilidades fundamentais para a competitividade. Neste sentido, a empatia exerce papel importante nos profissionais das áreas de vendas, finanças, gestão de pessoas e etc. Além disso, a nova era da tecnologia exige mudanças rápidas, quebra de paradigmas e a capacidade de assumir riscos. Diante deste cenário, a habilidade de compreensão das percepções e emoções nas pessoas, é decisiva para os executivos, na gestão de mudanças, e com isso, lidar melhor com resistência.

A geração millennials hoje em dia ocupa grande parte das vagas de trabalho no mundo corporativo, porém estes profissionais apresentam algumas particularidades. Uma característica forte encontrada, é a busca por trabalhos com um propósito e significado, em organizações com responsabilidade socioambiental, e que estão de acordo com seus valores pessoais. Portanto, para um líder moderno é necessário empatia para a compreensão desses propósitos e valores pessoais, e assim, conectá-los com os objetivos da empresa.

COMO DESENVOLVER EMPATIA?

É possível melhorar a capacidade de empatia, através de três atitudes simples, mas que se colocadas em prática diariamente, auxiliam no desenvolvimento de empatia.

1° Sensibilidade – Consiste em ser sensível naquilo que está fazendo. Estar envolvido de fato com as pessoas é estar com a mente e o corpo presentes. Para isso, deve-se utilizar o foco nas reações, emoções e perspectivas das pessoas, através da percepção aguçada.

2° Escuta ativa – É escutar de forma aberta e atenta. Para isso, é necessário a sensibilidade para interagir de forma genuína com outra pessoa. Muitas vezes o diálogo é quebrado e desestimulado com o time, por conta de atitudes como: mexer no celular ou ser passivo demais na conversa, demonstrando assim falta de interesse.

3° Não criticar – Este item está relacionado a críticas destrutivas. Criticar a todo momento e observar sempre o lado negativo das coisas, desestimula o diálogo e gera antipatia. Além disso, inibe a criatividade, impedindo a construção de novas ideias.

ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL

A empatia além de uma habilidade pessoal, é uma ferramenta de negócio poderosíssima. Deve ser aplicada como cultura organizacional em todos os níveis hierárquicos, em três formas: com os colaboradores, com os clientes e nas mídias sociais. Quando estruturada de forma efetiva, melhora o clima organizacional, o relacionamento com o cliente, a gestão de pessoas, e permite identificar os pontos fortes e fracos da organização. Portanto, a empatia deve ser vista como uma estratégia de negócio e ferramenta para maior competitividade. Para isso, o líder serve como fonte de inspiração através do exemplo, e como gestor, deve buscar o desenvolvimento na cultura da empresa.


Gabriel Lopes

Profissional de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas

Atua na área de gestão de pessoas com: capacitações,  treinamentos e desenvolvimento de lideranças. Além disso, cursa especialização Black Belt em Lean Six Sigma, para otimização de processos.

Sua carreira profissional iniciou em uma multinacional italiana, onde teve a oportunidade de liderar uma equipe, implementar projetos e comandar o planejamento industrial da empresa. Neste período, através de um mentor dentro da Organização, despertou o interesse por liderança e gestão de pessoas. Seu objetivo profissional é auxiliar executivos, gestores e jovens profissionais, a se desenvolverem como líderes.




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