É hora de aprender a empreender

Quais as perguntas devo fazer antes de empreender?



Em um cenário crítico e em crise como esse atual (2021, pandemia) será que é hora de empreender? 

– E se não empreender e eu perder minha colocação no mercado, tomar o famoso “pé no traseiro” e não conseguir outra colocação?

– E se minhas qualificações estiverem desatualizadas e não arrumar outro emprego?

– E se eu já estiver velho demais?

– Já estou desempregado, será que posso empreender?

E se? Quem sabe?

Como eu gosto de repetir: Quem planta “se”, colhe um monte de “talvez”!

Tenho certeza que você já pensou algumas vezes em empreender, mas está sempre esperando a melhor hora, a melhor oportunidade, a crise passar, enfim, você tem um elenco de justificativas para não empreender. 

E você vai dizer que empreender não é para todo mundo. 

Tem razão!!! Em parte, é isso mesmo. 

Empreender requer algumas características de comportamentos importantes que são necessárias para que o desenvolvimento do negócio tenha sucesso.

Eu destaco três principais para começar: 

– Oportunidade, Risco e Autoconfiança

E você pode já ter essas características “de fábrica” ou pode aprendê-las. Existem alguns cursos no mercado que você pode avaliar e mais que isso, pode vivenciar esses comportamentos, aprendendo e praticando num ambiente real. 

Mas do que eu estou falando, quais são esses comportamentos tão importantes destacados? 

Oportunidade: o que será que o mercado ou um nicho específico do mercado está necessitando neste momento? Qual é a dor de um cliente para que você ofereça solução?

E você pode pensar nessa oportunidade a partir de suas habilidades profissionais que você já tem experiência e domina, pode escolher tirar uma velha ideia do papel ou pode aproveitar o momento e buscar no mercado uma oportunidade que você identificou a partir das necessidades e dores que as pessoas estão comentando nesse momento de pandemia. 


Algumas perguntas para ajudar a pensar:

Cenário: as pessoas estão passando por uma pandemia, estão em casa e tudo deve ser feito a partir desse cenário em que o lockdown  proíbe o deslocamento. Então vejamos:

– O que você faz hoje, pode ser levado para a casa das pessoas, seja através de delivery ou realizado na própria residência como sanduiches, manicure, etc?

– Qual é a necessidade ou dor que você pode resolver como fazer exercício físico que pode ser oferecido aulas em vídeo com acompanhamento presencial online?

 

Risco: Para começar, mesmo você estando empregado, é necessário entender que qualquer negócio tem um tempo para que dê resultado, retorne seu investimento, passe a dar lucro. O que você recebe no caixa ainda não é o seu lucro. Então, avalie os riscos antes de iniciar o negócio.

Pense: 

– Qual das alternativas que você identificou realmente podem ter sucesso nesse momento? Tem mercado, tem cliente suficiente para sustentar o negócio, tem recompra? É escalável?

– Você tem um capital guardado para iniciar esse negócio?

– Vai empreender sozinho ou vai precisar de colaboradores?

– Sabe calcular os custos fixos e variáveis do negócio que vai começar?

– Vai iniciar informal ou vai formalizar o negócio: MEI, CNPJ.

Autoconfiança: eis o “X” da questão!

De nada adianta você ter todas as características (as que mencionei e outras também importantes) e não acreditar que você é capaz, que pode dar conta do recado, que pode executar, realizar esse negócio e torná-lo um sucesso, mesmo que outras pessoas digam que não, não é o momento, não vai dar certo.

Você pode empreender enquanto ainda está trabalhando e aconselho mesmo que faça isso, até que o seu negócio possa pagar um pró-labore ao menos igual ao seu salário. Assim você não estará tão pressionado pelo resultado imediato.

Mas a crença somente não fará tudo acontecer, então busque informações, planeje e monitore, estabeleça metas, ofereça sempre o melhor produto/serviço, seja persistente e comprometido com o negócio e com os resultados, desenvolva sua rede de relacionamentos e esteja pronto para persuadir o mercado. 

Confie em você e dê o primeiro passo para empreender.

Veja alguns exemplos que acompanhei durante o primeiro ano da pandemia, quem sabe te encoraje a agir.

Uma designer de sobrancelhas trabalhava em um salão e se sentiu confiante de que, após 4 anos de experiência, era a hora de abrir seu próprio salão. Mesmo na pandemia, alugou um espaço pequeno e com 2 cabines de atendimento iniciou o negócio. Alugou uma cabine para uma parceira de outra área, o que gerava renda para ajudar a pagar o aluguel. Quando houve o novo lockdown precisou se reinventar e iniciou um curso online para ensinar o ofício.

A dona de casa que gostava de fazer a própria manicure como hobby (economizando assim R$ 120,00 reais/mês, R$ 1.440,00/ano para a viagem de férias) iniciou um negócio transformando o hobby em renda extra para ajudar o marido que teve o salário reduzido por conta da pandemia. Já decidiu que após o lockdown vai continuar a atividade com atendimento em domicílio. Por hora, dá dicas de esmaltação e designer de unhas nas suas redes sociais. 

A psicóloga que tinha atendimento presencial físico em sala alugada, agora realiza o atendimento presencial online, mantendo o serviço tão essencial nesse momento. Cursos que eram na mesma modalidade, agora são aulas gravadas ou webnários/lives.

Por fim, será que dá para empreender fora da sua área de expertise? Claro que sim!

O doutor que virou hamburgueiro!

Desejando expandir e investir em uma nova área, o dentista que já tem 3 clínicas, em 3 cidades diferentes, porém a poucos quilômetros uma cidade da outra, aproveitou sua paixão por hambúrguer e resolveu abrir uma hamburgueria. Definiu metas, planejou antes da pandemia e mesmo com as dificuldades iniciais do negócio sendo inaugurado em plena pandemia, tendo que fechar nos momentos de lockdown, aproveitou esse momento de crise passando a fazer entregas delivery. O negócio atravessa a onda apostando nos dias melhores que virão, pois como ele mesmo diz, repetindo o velho ditado: “Mar calmo nunca fez bom marinheiro!”.

Estamos num momento singular e olhar um problema como uma oportunidade de solução pode ser a chance que você tanto queria para iniciar um negócio e quem sabe, num futuro próximo você possa tomar a iniciativa de demitir seu chefe.    

Criou coragem, deu vontade? Agora dê o primeiro passo e comece já!


Luci Tanaka

Psicóloga

Psicóloga, com Especialização em TCC – Terapia Cognitiva Comportamental, Pedagoga, Sócia da Empresa Luci Tanaka Treinamento e Consultoria Organizacional. Atua em atendimento clínico em psicoterapia e terapia financeira, ministra cursos e palestras na área de Empreendedorismo e outros temas para o desenvolvimento das pessoas e nas organizações. Facilitadora da Metodologia EMPRETEC, pelo Sebrae e Educadora Financeira.




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