O princípio da produtividade organizacional

Uma estratégia gerencial para o crescimento sustentável



Assumir um novo cargo de liderança, pode ser uma experiência desafiadora, seja por meio de uma promoção interna, ou transferência para uma nova empresa. Em muitos casos, os líderes assumem organizações que enfrentam crises internas e financeiras, e com isso, assumem a responsabilidade de retomada do crescimento financeiro da organização.

Como um líder pode assumir esta função de forma eficaz? As respostas para esta questão estão no desenvolvimento de duas vertentes: gestão de pessoas e de processos. A primeira vertente foi discutida nos demais artigos publicados pelo autor, como: 6 Formas de Liderar, e Times de Alto Desempenho. Portanto, o presente artigo irá abordar a gestão de processos para a retomada do crescimento da organização.

O Propulsor do Crescimento

De modo geral, o crescimento de qualquer segmento é resultado de investimento aplicado de forma eficaz. Segundo o economista Eduardo Moreira, investimento consiste em abrir mão de uma riqueza momentânea, na expectativa de um retorno maior, com o fator risco envolvido. Nas organizações, os investimentos podem ser em: capacitações, contratações, aquisição de máquinas, consultorias, aluguel de galpões, aplicações financeiras e etc. Contudo, em períodos de crise os recursos financeiros para o investimento são extremamente restritos ou quase nulos. Diante dessa situação, muitos gestores enfrentam o dilema de que a organização não consegue crescer por falta de investimento, e não é possível investir por falta de crescimento.

Afim de gerar estes recursos é necessário então, a otimização dos processos, isto é, tornar a organização mais produtiva. Produtividade pode ser definida como sendo a relação entre os resultados gerados, sobre os recursos utilizados. Neste sentido, para aumentar a produtividade, o foco deve estar em gerar mais resultados com os mesmos recursos utilizados. Para isso, deve-se eliminar os desperdícios do processo.

Ccomo aumentar a produtividade?

As atividades executadas em uma empresa podem ser classificadas em três tipos: que agregam valor, que não agregam valor, porém necessárias, e as desnecessárias. O primeiro tipo está relacionado as atividades que geram algum resultado na perspectiva dos clientes, sejam eles internos ou externos. As atividades que não agregam valor, porém necessárias, são aquelas que permitem a sustentação do processo, como o desenvolvimento de indicadores de gestão e alguns tipos de transporte. Por fim, as atividades desnecessárias estão relacionadas a qualquer outro tipo de atividade que não se caracterize nos dois itens anteriores. Desperdício então, consiste nas atividades que são desnecessárias.

Segundo a filosofia lean manufacturing, existem oito tipos de desperdícios que podem ser encontrados em qualquer organização. São eles: tempo de espera, transporte, excesso de movimentações, superprodução, retrabalho, estoques, excesso de processos e o intelectual. Por meio da eliminação destes desperdícios, é possível aumentar a produtividade das organizações. Para isso, primeiramente é preciso fazer o mapeamento dos processos, identificando o fluxo da informação e das atividades que geram valor. Duas ferramentas extremamente eficazes para esse fim são o MFV (mapa de fluxo de valor) e o diagrama de espaguete.

Comece Eliminando os Desperdícios

Diante do que foi abordado, pode-se concluir que ao assumir uma nova função, os líderes devem ter como foco da sua gestão as pessoas e a eliminação de desperdícios. Para isso, o investimento requerido é zero ou muito baixo, sendo assim, basta então saber identificar os desperdícios dos processos. Dessa forma, é possível trazer resultados em um curto período e com baixo custo. Este é o princípio para a produtividade e crescimento organizacional.


Gabriel Lopes

Coach e Mentor de Liderança

Gabriel Lopes Regis tem 25 anos, atua como coach e mentor para lideranças e gestão de pessoas. Tem formação em coaching e gestão da qualidade, e possui certificações nas áreas de liderança, negociação e influência. É faixa preta e bicampeão brasileiro de taekwondo, e com isso, busca trazer os valores do esporte para o mundo corporativo, como: disciplina, foco e autoconhecimento. Sua carreira profissional iniciou aos 18 anos de idade em uma multinacional, onde trabalhou durante quatro anos e teve a oportunidade de liderar uma equipe, implementar projetos e comandar o planejamento industrial da empresa. Neste período, através de um mentor dentro da Organização, despertou o interesse por liderança e gestão de pessoas. Seu objetivo profissional é auxiliar executivos, gestores e jovens profissionais, a se desenvolverem como líderes.





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