Organizações competentes exigem líderes resilientes

Como desenvolver resiliência no mundo corporativo



Num ambiente de mercados cada vez mais competitivos, períodos de crise e mudanças rápidas são praticamente inevitáveis. Neste sentido, a resiliência tornou-se cada vez mais essencial para as empresas se manterem competitivas. Entretanto, organizações resilientes exigem líderes resilientes, portanto, a compreensão do que de fato isso significa, é fundamental.

Resiliência é um termo muito utilizado na atualidade, porém na maioria das vezes é abordado de forma simplista, tendo em vista a sua importância para o sucesso. O presente artigo tem como objetivo então, abordar o real significado de resiliência e suas implicações para as empresas e para os líderes.

O que é Resiliência?

Pode ser definida como a capacidade de se reerguer diante de uma situação difícil, contudo, consiste em algo muito mais profundo do que isso. De acordo com a diretora da Banyan Family Business Advisor, Diane Coutu, resiliência é uma competência relacionada a mentalidade e ao emocional. A parte mental para a capacidade de encarar a realidade dos fatos com convicção, analisar através de uma perspectiva otimista e improvisar soluções. E além disso, o controle emocional como base para reverter as situações e tomar decisões difíceis.

Já para as organizações, a resiliência está relacionada com a capacidade de lidar com as crises e de dar respostas rápidas ao mercado. Para isso, é necessário que está competência esteja presente como característica chave da alta gestão, e também como cultura da empresa. Algumas características de organizações resilientes, publicadas pelo Harvard Business Review, são: agilidade na gestão, capacidade de mudanças, liderança eficaz e comunicação.

Como ser Resiliente

Segundo Diane Coutu, a capacidade de resiliência pode ser aumentada, através do desenvolvimento das seguintes características:

Enfrentar a realidade: esta característica está relacionada ao otimismo, ou seja, analisar a realidade dos fatos e encontrar possibilidades positivas. Contudo, isto não altera a percepção realística da gravidade das situações. Este processo muitas vezes torna-se emocionalmente desgastante, porém, aceitar e analisar a realidade é um fator diferencial de pessoas resilientes.

Busca por significado: pessoas resilientes possuem propensão a encontrar um significado maior em períodos difíceis, isto é, tem a capacidade de obter aprendizado dessas situações. Através disso, são capazes de conexões entre a situação de dificuldade presente, com uma projeção de futuro melhor. Isto permite com que este estado futuro se torne algo tangível e adaptável.

Improviso ritualizado: é a habilidade de realizar algo utilizando apenas o que está ao seu alcance e, com isso, ter a capacidade de improvisar soluções para problemas, com a ausência de recursos óbvios. Coutu afirma que empresas resilientes sobrevivem em tempos difíceis através da habilidade de improviso. Contudo, nestes períodos de dificuldade, a criatividade pode ser reduzida, pois há fortes indícios de que ao trabalhar sob pressão as pessoas apenas respondem de forma habitual.

Diante do que foi abordado neste artigo, podemos concluir que organizações resilientes são compostas por líderes com esta competência. Portanto, é necessário que os gestores propiciem as condições de desenvolvimento das quatro características citadas, para que se torne parte da cultura da empresa. Através disso, as organizações se tornam muito mais competitivas.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, deixo o artigo da autora citada: “How Resilience Works”, publicado pelo Harvard Business Review.


Gabriel Lopes

Profissional de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas

Atua na área de gestão de pessoas com: capacitações,  treinamentos e desenvolvimento de lideranças. Além disso, cursa especialização Black Belt em Lean Six Sigma, para otimização de processos.

Sua carreira profissional iniciou em uma multinacional italiana, onde teve a oportunidade de liderar uma equipe, implementar projetos e comandar o planejamento industrial da empresa. Neste período, através de um mentor dentro da Organização, despertou o interesse por liderança e gestão de pessoas. Seu objetivo profissional é auxiliar executivos, gestores e jovens profissionais, a se desenvolverem como líderes.




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