Como você enxerga o fim de um relacionamento? Um fracasso ou uma nova oportunidade?

Obviamente que o fim de um relacionamento nunca é agradável, e no momento, não conseguimos enxergar com muito otimismo.



Existe um tempo de luto, tristeza, um lado sempre sai mais machucado do que o outro. São mágoas, ressentimentos, culpas, uma carga gigantesca de sentimentos. Muitas vezes nos perguntamos: “O que eu fiz de errado?” ou nos colocamos no lugar de vítimas, e nos perguntamos também: “ Por que ele(a) fez isto comigo?”.

Fato é que o início e o fim de um relacionamento a culpa sempre será de ambos. Se não fosse pela permissão de ambos, o relacionamento nem começaria, certo?

Que tal enxergar o copo meio cheio?

Quando algo não vai bem, a maioria das pessoas têm a tendência de supervalorizar o que não foi bem, olhar o copo meio vazio.

Estamos falando aqui com um público adulto, logo, salvo exceções, todos tivemos algum relacionamento amoroso na vida. E quando terminamos, seja por qual tenha sido o motivo, ficamos muito presos àquilo de ruim que levou ao término da relação. Nos achamos, e/ou achamos o outro as piores pessoas do mundo, esquecemos, que sim, tivemos momentos felizes, fomos capazes de fazer o outro feliz e o outro também fez o mesmo por nós.

Então, é hora de parar, respirar, avaliar, mudar e recomeçar
Já ouviram a frase “Estou fechado para balanço”?
Quando uma empresa fecha para balanço, ela vai avaliar seu estado atual e planejar seu futuro. Avalia seu estoque, seus resultados, suas conquistas, suas falhas, lucro, prejuízo, planeja, realinha e recomeça.

É assim que devemos encarar este momento. Devemos avaliar onde acertamos, porque acertamos, onde erramos, porque erramos, nossas qualidades, nossos defeitos, o que podemos fazer para melhorar, o que não abrimos mão…

Quando procuramos por um emprego, temos um check list, mesmo que mental do que queremos, qual o ramo de atuação, localização da empresa, salário pretendido e quais são as nossas qualificações.

Então, quando buscamos por um relacionamento, devemos saber o que queremos, quem é a pessoa que queremos ao nosso lado, que tipo de relacionamento desejamos ter, um relacionamento à distância, um relacionamento mais próximo. Como vou lidar com o que eu quero? Estou preparado?
Não adianta querer uma pessoa maravilhosa se não somos uma pessoa maravilhosa.

Quais são as nossas qualificações para o tipo de relacionamento que desejamos? São congruentes?
O fim de um relacionamento abre uma grande oportunidade de nos encontrarmos, nos conhecermos, às vezes, nos reconhecermos. Lembrarmos que somos únicos, e que não devemos procurar por um relacionamento que nos complete, mas sim, por algo que nos complemente.

Sejamos inteiros, não entremos em um relacionamento para sugar a outra pessoa, ou para sermos sugados. Um relacionamento é feito de soma, são duas pessoas, cheias de qualidades, defeitos também, mas, duas pessoas, que juntas devem potencializar e não limitar.


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 38 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.





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