Comunicação assertiva

Sou responsável pelo que digo, não pelo que você entende! Mesmo?



Nunca na história tivemos tanto meios de nos comunicarmos, e nunca fomos tão desastrosos na comunicação.

Toda a tecnologia à qual temos acesso, obviamente agilizou nossas vidas. Tivemos muitos ganhos e perdas também, “aproximaram” e ao mesmo tempo “afastaram” as pessoas.

Digo que aproximaram, porque ligaram pessoas que pelas vias normais, jamais se cruzariam. Porém, afastaram também, pois os contatos se tornaram mais impessoais. Hoje são poucas as pessoas que ligam umas para as outras, as mensagens voam de um lado para o outro. E vale ressaltar, não generalizando, mas nem todas as pessoas possuem habilidade em se comunicar por mensagens, e-mails.

Além da impessoalidade, tudo se tornou instantâneo, as pessoas parecem ser obrigadas a responderem de imediato a uma mensagem, ou retornar a uma ligação. “Como assim, visualizou a mensagem e não me respondeu?” E aquela mensagem monossilábica? “Por que falou assim comigo?”
Aquele monte de emoções e inseguranças já começam a ferver. “E como somos criativos nestes momentos.” A única coisa que não passa pelas nossas cabeças é que aquele “Ok” é simplesmente o que a palavra literalmente significa “Ok”.

Você entende o que te falam ou você entende o que sente sobre o que te falam?

Não é à toa que pessoas de sucesso normalmente são bons comunicadores. A comunicação assertiva é clara e eficaz, logo, quem deseja alcançar bons resultados seja na vida pessoal ou profissional, precisa dominar a arte de se comunicar, que está intimamente ligada à nossa inteligência social.

Quando nos comunicamos, devemos praticar a escuta empática, ou seja, ouvir de fato o que a outra pessoa fala, sem julgamentos, sem pensar na resposta mesmo antes do outro finalizar suas palavras. Temos o péssimo costume de enquanto o outro fala, já estarmos processando em nossa mente cada palavra e já elaborarmos uma resposta, isso quando não falamos enquanto a outra pessoa ainda está falando.

Nossa comunicação está ligada aos nossos valores, e reagimos conforme nossos valores são alimentados ou confrontados. Quando alimentados, nos sentimos confortáveis e agimos de forma amistosa, porém, quando confrontados, de imediato, somos agressivos e reativos.

Assim como qualquer habilidade que desejamos desenvolver, a comunicação assertiva precisa ser treinada, seja como transmissores ou recebedores e devemos trabalhar os pontos de melhorias.

Vamos à prática:

Tenha conhecimento do que está falando, para melhorar sua capacidade de argumentação e defesa da sua ideia;

Tenha atenção ao outro, deixe a pessoa falar, concluir o raciocínio, não julgue e não interrompa;

Na comunicação escrita, observe a forma do outro se expressar, evite o famoso “textão”, menos é mais;

Não dê voltas para falar o que precisa ser dito, seja direto, não agressivo;

Seja respeitoso, procure entender a melhor maneira de abordar cada pessoa;

Seja empático e certifique-se de que está usando palavras de fácil entendimento, observe se durante a conversa a outra pessoa de fato compreende o que você diz;

Para checar se está sendo assertivo, durante a conversa, faça pequenas pausas, e use perguntas simples como: “faz sentido para você?”, “compreende?”, “estou sendo claro”?;

Use a comunicação de forma adequada a cada ambiente, mas use o bom humor sempre como um aliado. Isto traz conforto à conversa;

Por último, um fator muito importante, é a emoção, e saiba usar a seu favor. Tenha entusiasmo ou compaixão ao falar, demonstre interesse pelo outro.

Sejamos verdadeiramente responsáveis ao nos comunicarmos, afinal, a comunicação é uma via de mão dupla, se não formos compreendidos, nos comunicamos em vão.


Renata Cunha

Personal e Professional Coach, membro da Sociedade Brasileira de Coaching

Renata Cunha, 38 anos, é membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCOACHING) desde 2016. É formada em administração de empresas pela Universidade de Taubaté – UNITAU – com pós-graduação em gestão de logística empresarial pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. 15 anos de experiência em gestão de pessoas. Possui uma carreira sólida na área financeira em multinacionais. O coaching entrou em sua vida quando, informalmente, conheceu o idealizador do Instituto Life Coaching e grande amigo Mario Meireles, que em pouco tempo, a mostrou o caminho para aquilo que viria a ser sua missão de vida. Ele a dizia: “você é coach, só não sabe disso ainda”. Sua missão: despertar nas pessoas o que de melhor possuem dentro de si, e ajudá-las a desabrochar, encontrando seus verdadeiros propósitos. Acredita que a vida é curta demais para ser pequena e que somos grandes demais para não doarmos o nosso melhor ao mundo.





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