{"id":1888,"date":"2021-05-28T14:39:51","date_gmt":"2021-05-28T17:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/?p=1888"},"modified":"2021-05-28T14:40:35","modified_gmt":"2021-05-28T17:40:35","slug":"como-lidar-com-o-sofrimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/desenvolvimento-pessoal\/como-lidar-com-o-sofrimento\/","title":{"rendered":"Como lidar com o Sofrimento"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vou come\u00e7ar este texto falando sobre algo que me ajudou bastante a lidar com o sofrimento: a necessidade de separar sentimento de emo\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sentimentos s\u00e3o o que seres biol\u00f3gicos s\u00e3o capazes de vivenciar nas situa\u00e7\u00f5es do cotidiano. Enquanto que emo\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o a um est\u00edmulo, ou seja, uma rea\u00e7\u00e3o instintiva gerada por um sentimento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vamos exemplificar para ficar mais claro: ao sentir medo de um cachorro que avistou solto na rua, o menino correu. O medo foi o sentimento; correr foi a emo\u00e7\u00e3o, a rea\u00e7\u00e3o \u00e0quele sentimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 muito natural sentirmos dor em algum momento, quando perdemos uma pessoa querida ou quando algo n\u00e3o acontece da forma como gostar\u00edamos. A dor \u00e9 um estado reativo a um choque f\u00edsico ou psicol\u00f3gico, assim como o sofrimento, que adv\u00e9m da quebra de uma situa\u00e7\u00e3o est\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><b>Por que eu?<\/b><b><br \/>\n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">O sofrimento \u00e9 um sinal de rigidez emocional. Sofremos quando nossa mente tenta conservar um estado psicol\u00f3gico imut\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 em n\u00f3s uma grande dose de passividade quando estamos sofrendo, nosso ego n\u00e3o quer ceder. O sofredor atribui culpados pela sua infelicidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fique bem claro aqui, que n\u00e3o se trata de indiferen\u00e7a ou insensibilidade. Como j\u00e1 disse, sentir \u00e9 inevit\u00e1vel, reagir tamb\u00e9m. O problema est\u00e1 no exagero desta rea\u00e7\u00e3o e na dura\u00e7\u00e3o deste sofrimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando batemos nosso dedinho do p\u00e9 na quina de um m\u00f3vel em casa, a dor e a rea\u00e7\u00e3o s\u00e3o imediatas, mas com o tempo a dor cessa, assim como nossa rea\u00e7\u00e3o, ou seja, a rea\u00e7\u00e3o passa mais r\u00e1pido do que a dor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim devemos ser com nossos sentimentos de maneira geral. H\u00e1 dores que n\u00e3o v\u00e3o passar. E a\u00ed, como lidar com isso?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desfazer o sofrimento \u00e9 resultado de uma mudan\u00e7a de postura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como na famosa frase: \u201cAceita que d\u00f3i menos\u201d, precisamos aceitar que as mudan\u00e7as s\u00e3o inevit\u00e1veis e resistir a elas \u00e9 um estreitamento emocional.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E se no lugar de perguntarmos \u201cPor que eu?\u201d, nos perguntarmos \u201cPor que n\u00e3o eu?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A v\u00edtima se coloca numa posi\u00e7\u00e3o de privilegiada, se d\u00e1 um grau de import\u00e2ncia t\u00e3o grande que consegue justificar o sofrimento por muito tempo, como se dissesse \u201ccoitadinha de mim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 culpado nem inocente. Todos estamos sujeitos a situa\u00e7\u00f5es desiguais, inst\u00e1veis e imprevis\u00edveis. Achar o culpado, n\u00e3o resolve o problema, o que resolve \u00e9 o foco na solu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO homem caminhou pela principal rua de sua cidade. Viu mendigos, aleijados, miser\u00e1veis. Como n\u00e3o conseguia mais conviver com tanta mis\u00e9ria, clamou aos c\u00e9us:\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Deus, como podes amar tanto o ser humano e ao mesmo tempo n\u00e3o fazer nada por quem est\u00e1 sofrendo?\u00a0\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Eu fiz alguma coisa por eles &#8211; escutou uma voz: &#8211; Eu fiz voc\u00ea.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sofrimento n\u00e3o traz ensinamento algum. Superar-se, esfor\u00e7ar-se para lidar com as emo\u00e7\u00f5es, isto sim, \u00e9 o que traz aprendizado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora vou ilustrar mais um exemplo para ficar bem claro quando precisamos dar um basta no sofrimento, e caso n\u00e3o seja poss\u00edvel fazer isto sozinho, procurar ajuda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voltando ao exemplo do dedinho batido na quina de um m\u00f3vel, se passadas algumas horas e a dor n\u00e3o cessar, continuar extremamente incomodado, vale a pena procurar um m\u00e9dico, o dedinho pode ter quebrado, conter a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai resolver o problema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mesmo deve acontecer no caso de sentimentos mais profundos, rupturas, perdas. \u00c9 normal por alguns poucos dias sentir um des\u00e2nimo, falta de apetite, chorar; aos poucos a consci\u00eancia vai chegando e colocando tudo no lugar, e esta rea\u00e7\u00e3o ao sentimento de perda come\u00e7a a passar. Por\u00e9m, se isso n\u00e3o acontecer, \u00e9 necess\u00e1rio sim buscar ajuda, de amigos, terapias, m\u00e9dicos, e at\u00e9 mesmo medicamentos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 importante estar atento e, se a consci\u00eancia n\u00e3o vem sozinha, \u00e9 bom busc\u00e1-la.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rea\u00e7\u00e3o aversiva a uma experi\u00eancia negativa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1889,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-1888","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-pessoal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1888"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1891,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1888\/revisions\/1891"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutolifecoaching.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}