O Líder Criativo

Como estimular a própria criatividade e a do seu time



Diante do atual cenário competitivo há uma enorme necessidade das organizações buscarem a inovação. Diante disso, os gestores devem buscar a melhoria contínua, ou seja, fazer as coisas de forma diferente e melhor. Neste sentido, o fator humano é fundamental. Um líder entende que o negócio da sua organização é feito pelas pessoas, e por isso, promove a inovação estimulando a sua própria criatividade e a do seu time. Mas como então se tornar um líder criativo e ainda estimular a criatividade nas outras pessoas? Essas são duas questões que iremos responder aqui.

O líder dentro das organizações é aquele que assume a linha de frente das situações, e é quem toma as decisões difíceis. Por isso, a criatividade é de extrema importância para buscar melhorias e solucionar problemas. Mas mais importante do que ser um líder criativo, é ter um time criativo, afinal, várias cabeças pensam melhor do que uma. O processo de tomada de decisão se torna muito mais simples quando analisamos ideias, opiniões e percepções diferentes. Portanto, o caminho para o progresso da Organização é estimular a criatividade das pessoas, envolvendo-as no processo de inovação.

COMO SURGE A CRIATIVIDADE?

De acordo com Teresa Amabile, professora americana e pesquisadora na Universidade de Harvard, a criatividade vem de uma motivação intrínseca e o tempo destinado ao desenvolvimento de ideias. Portanto, ninguém é criativo porque o chefe exige, ou por pressão da empresa. A criatividade surge da motivação de cada um, relacionada com algum interesse, prazer, satisfação ou propósito com o trabalho. Neste sentido, é necessário que o líder saiba identificar esses fatores motivacionais e envolvê-los nos desafios do dia a dia da profissão. Além disso, as pessoas são criativas quando estão em um ótimo estado emocional. Então, ninguém é criativo quando está deprimido, estressado, quando terminou um relacionamento, ou quando discutiu com o chefe, por exemplo.

As ideias criativas ou insights, que temos, são novas redes neurais que o nosso cérebro faz. Isso se chama plasticidade neural, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e aprender, através de conexões entre os neurônios. Cada cérebro humano tem aproximadamente 86 bilhões de neurônios (célula do cérebro), e cada neurônio faz em média de mil à 10 mil conexões com outros neurônios, ou seja, redes neurais. Percebe-se então, a capacidade de novos aprendizados, ideias e insights que um único cérebro pode fazer ao longo da vida. Com isso, podemos entender que a criatividade é algo que pode ser desenvolvido, e não apenas um dom.

COMO GERAR NOVAS REDES NEURAIS?

De acordo com o neurocirurgião Francisco Di Biase, nós podemos gerar novas redes neurais das seguintes formas: – Contato com coisas novas, seja com livros, músicas, pessoas e lugares; – O enriquecimento do ambiente, ou seja, acrescentar quadros, plantas, cores novas, mudar o layout, ou dar um upgrade no lugar; – A prática de exercícios físicos, como caminhar depois do trabalho ou jogar futebol com os amigos; – E durante uma boa noite de sono.

COMO ESTIMULAR A CRIATIVIDADE NA EQUIPE?

O segredo então para se ter um time criativo é proporcionar um ambiente de trabalho criativo. O líder deve buscar criar as condições que estimulam a criatividade, como: clima harmonioso, pessoas satisfeitas, produtividade, condições de trabalho adequadas e explorar os fatores motivacionais de cada um. Além disso, é importante experimentar coisas diferentes com o time, ou seja, sair da rotina, dinamizar o trabalho, pausas para café em grupo e etc.

Se eu pudesse resumir de forma simples a diferença entre um líder e um chefe, diria que um chefe apenas paga funcionários e cobra resultados por isso, já um líder, além disso, estimula cabeças pensantes e criativas.

Por: Gabriel Lopes


Gabriel Lopes

Coach e Mentor de Liderança

Gabriel Lopes Regis tem 25 anos, atua como coach e mentor para lideranças e gestão de pessoas. Tem formação em coaching e gestão da qualidade, e possui certificações nas áreas de liderança, negociação e influência. É faixa preta e bicampeão brasileiro de taekwondo, e com isso, busca trazer os valores do esporte para o mundo corporativo, como: disciplina, foco e autoconhecimento. Sua carreira profissional iniciou aos 18 anos de idade em uma multinacional, onde trabalhou durante quatro anos e teve a oportunidade de liderar uma equipe, implementar projetos e comandar o planejamento industrial da empresa. Neste período, através de um mentor dentro da Organização, despertou o interesse por liderança e gestão de pessoas. Seu objetivo profissional é auxiliar executivos, gestores e jovens profissionais, a se desenvolverem como líderes.




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